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sábado, 21 de outubro de 2017

A Moça de Querência

Ela estava precisando de um sociólogo e dizia sempre quando acordava,
-Eu não entendo a relação humana. e virava pro lado e dormia de novo. Eu disse a ela pra procurar um psicólogo, no entanto ela era pontual em dizer que era de um sociólogo que precisava.
-Não que o psicólogo não me atenda, mas o que eu busco é Bosco numa praça pública lotada de gente e sem confusão.
Há algum tempo tinha impedido o som nos bares e isso lhe partia o coração. Quanto a mim, bom eu a acompanhava quando queria cantar e dei baixa na conta outro dia em um bar porque ela não se sentia confortável
-Eu não tenho traumas, juro com os dedos que apontei na cara de uma que tentou me passar floral, contudo tomo todos.
-Eu nunca entendi isso!
Eu preciso de um sociólogo, ele vai me orientar no meio das multidões de culturas.
-Eu não tenho cultura nenhuma. E virei com a barriga pra cima, em cima da cama.
Ela era ansiosa disse certo analista, contudo depois de anos ficou quietinha e congestionada, por isso mesmo buscava um sociólogo,
-Eles não atendem, fazem estudos
-Então eu me candidato a algum estudo. E lá foi ela entrar pra estatística
Na porta do seguinte Professor Doutor. renomado em relações em tribos de população menor que vinte mil habitantes ou até 2 habitantes por metro quadrado, ela disse:


-Doutor eu vi fazer parte de sua pesquisa, andei sondando o seu estudo sobre espaço, som e dialogo e por não me encontrar mais
em algum lugar vim pedi uma solução para meu problema.
O Doutor muito atencioso, questionou sobre o interesse da então cobaia de estudo, como ela tinha descoberto sua pesquisa e porque não se sentia satisfeita.
Depois disso ele há levou em uma sala no local onde lecionava e disse que seu habitar natural era uma sala de aula. A menina surpreendida responde,
-Mas eu vou ter que passar a vida inteira estudando?
-Bem, no seu caso não há outra solução, das tribos que estudei todos tinha uma função para cada habitante.
-Mas eu não quero ser professora, eu vim até o senhor para me orientar sobre o meu mal estar
O Doutor muito simpático disse, entre no curso faça e forme e continue sua pesquisa eu mesmo ando pesquisando os meus próprios alunos e com sua ajuda nos sintomas ficaria mais fácil conclui-la.

A moça volta pra casa deita na cama e encontra seu então parceiro de barriga pra cima, rola do seu lado, e vira pra cima também, de barriga.

Amor de Chumbo Grosso

Diante opaco bo
la de cristal sabe
ria intrometida ne
assunto alheio ve
jo de raspão sua
faceta, não brilha e
de ante mão a car
tomante esconde
em seus cordões
o afeto delírio por
ti que procurei ela,
então chamada de
cigana.Como enga
na a si mesmo os
dialetos do coração
Escutai por voz de
sicranos, enquanto
caminhei nesse vale
Aquela me surrou a
mente,há penumbra
na escória, pedra pa
ra sermoida em dis
córdia.O consumo
próprio veneno do
enamorado por pai
xões.Eu sentique se
ria difícil suporta-la
a vida inteira e sim,
senti isso com meu
coração, talvez ai es
teja a verdaira faceta
de um quilo de feijão
É mais pesado quan
do se come e susten
ta.Quem sabe o amor
não pesa o peito quan
do se olha à pessoa cu
jo delirio por paixão é,
então ser suportada e
merecidamente alimen
tado? Até que fique du
ro, até que pese menos
do que o fardo de arroz

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Ordem de Serviço
Eu fiquei fazendo POP durante muito tempo, até que me veio na cabeça deixar um pouco de lado o procedimento e partir para uma nova empreiteira. Bom, trabalhava-se em turnos alternados, no entanto, conseguíamos padronizar a produção, com isso as coisas caminhavam adequadas. Depois dessa demissão, eu fiquei um tempo parado, não obstante, apenas deixaram –me o papel assinado da ordem serviço, eu tive vários afazeres e cumpri-los todos , por ocasião do meu posto, para então deixar definitivamente o emprego e ir esperando por outros detalhes. Bom, cada um tem o seu fazer diferente em ser. Foi daí que me surgiu a ideia enquanto estava deitado de fazer POP de tudo que eu conhecia para escrever romances. Isso depois se estendeu para outras ferramentas, eu usei de todas elas para escrever vários dos meus, então poemas e contos, não de agora. Depois da demissão, eu contava quarenta e cinco anos na época e me recordei de muita coisa a executar.
Tinha esse lado escuro de poder ter a noção de um POP bem feito e trabalhado em verso e canto de quadrante, isso foi quando eu tive o primeiro lampejo da ideia de escrever sobre um assunto e ele não ia acabar tão cedo. O homem ia pra marte por estas épocas, eu me tranquei e fiquei esperando a chegada, e diziam...
Quando tudo se acertou com o acerto de contas que tive, pois estive em função na mesma empresa por quinze anos, eu reformei meu canto de escrever, paguei algumas parcelas o meu carro usado e logo em seguida, eu fiz a minha própria ordem serviço, que é um desses requisitos básicos para se trabalhar e comecei a escrever.
Atenciosamente, entregue pelo correio com meu próprio remetente e destinatário. O moço dos correios ele mesmo veio fazer a entrega, eu assinei e abri o pacote e assinei mais uma vez, e depois da última assinatura, lá estava eu no meu computador colocando palavras ne um programa e escrevendo meus rascunhos.
Cada POP que eu fazia era uma nova oportunidade de história e com isso eu fiz muito, até me que chegou a vez dos romances. Isso foi difícil de concluir, mas não que uma ou outra ferramenta me ajudasse ou uma experiência de vida.Passar a vida escrevendo requer muita atenção e se caso deslise por descuido a página embaralha tudo, fora os erros de português .
Quanto mais se escreve, mais se escreve bem e há horas que a vontade é de sair voando por ai afora,mas na minha idade, eu digo que de um bocado de coisas que já passei e por onde passei, onde trabalhei e porque trabalhei quinze anos, não espero, senão que o Homem chegue a Marte e de lá se mude.



De primeira mão

Mais um Trecho de Angélica, o Romance

Angélica, motriz em corrimão de escada, acesso público, descia com a força dos solavancos e repiques de um salto alto ide encontro ao gramado verde.Diz ainda sorridente a uma amiga,
-Estou atrasada, passei na prova e volto pra casa. Se cumprimentam e vai embora.Perdida no espaço diz a si mesma, fechei a prova e que vontade de me agradar, não seria a primeira escolha e sim a segunda que foi a primeira vez.
-Voltar pra Gusa, e vou até a sua casa!
-Eu preciso ir embora, já estou atrasada. O que era um bom sinal aos olhos de Gustavo, mas pra ela que não interferia nem no trocado de um ônibus, tanto faz, eu volto agora e vou até lá e o que acontecer não é da nossa conta... Desceu mais outro vão de escada e o barulho do salto ecoava logo atrás, o salão vazio e parecia chumbo o peso de sua mochila nas costas a essa hora, mas a vontade de sair era maior e ela não se controlava, sendo sincero, Angélica não era muito chegada as amigas da faculdade, um motivo besta as separou logo no início e se perpertuou até ela se graduar.Mas nesse instante, ninguém roubava-lhe a felicidade das vestias e carne e osso.
Chegou correndo onde morava tacou tudo na mala e desceu arrastando-a pelo caminho.No meio de tantos outros uma mala é imperceptível e de tanto arrasta-la pra lá e pra cá emgreceu dez kilos, e e tanto voltar pra casa perdeu todas as festas da faculdade e assim amadureceu mais cedo e já via Gusa com outros olhos e as vezes pensava em ter filhos e as vezes pensava em casa-lo vestida de grinalda e tudo.Angelíca não conta quem foi seu primeiro, mas o certo é que Gusa a viu primeiro, que foram criados próximos e que a viu se si mostrou ,um truque do
destino.
Chegou em casa e já era noite, e amontou tudo no quarto e correu para casa de Gusa.Um amigo de Gusa estava lá naquela hora.Dante era uma velha fanfarra animada com seu amigo.No entanto, naquele momento ela o queria só para ela.Contudo ficaram os três na sala conversando.No dia seguinte Angelica menos ansiosa se espatifou , e tudo voltou ao normal.
E foi nesse horário que ela tornou a pensar em Gusa de uma forma repugnante.
- Um filho dele, onde minha cabeça foi parar?
Era sábado, Angélica separou sua roupa e a lavou e pendurou no varal e foi procurar as amigas antigas que não tiveram a mesma sorte, mesmo assim ainda eram amigas.A sorte é um detalhe escrito e te move aos espetáculos mais friorentos.Disso, tanto Ángelica e Gusa sabiam.Eles já não eram mais adolescentes.Angélica estava próximo e se formar Talvez o devaneio , o que não era absurdo porque Gusa levava a vida com o mastro nas mãos era inteligente e sabia se virar e responder obrigado. Já Angélica, passou por um bocado na faculdade e não quis mais brincadeira. Dos dois esperar um amor e vizinhaça que deu certo era o certo e nada os empedia até o momento.Mas a vida separa em seus toques sultis as pessoas e se Gusa se separasse, embora nem juntos estava, de Angélica a menina saliente ainda adolescente esfarelou –se rapidamente na faculdade.No entanto ela insistia nessa gesticulação pra cima de Gusa, ocupado de mais com seus planos de contra-mestre.A mãe fazendo almoço e ele em seus papeis.

Chega Angélica na porta, o portão aberto, ela entra e encontra a mãe de Gusa na sala .Ele ainda dormia o sono de tarde de sábado.E vai logo Angélica acorda-lo.  

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Cavacos de fresa
em graneis empa
cotados.Lá vem do
alto mais um desses 
que abaixa a pá e se
segura com a mão as
colunas sentadas em
um estofado já acaba
do.Cavacos de fresa
em graneis estoquem
mais, para mais com
pleto que seja as mul
tidões em pé assinam
e se alastram em cor
e vinha viúva Maria per
dera seu marido para
uma dessas usinagens

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Conservadorismo um
extremo golpe ao con
dor atraca novamente
ne uma página rodapé

Por aresta isquemia e
o copo de whiskey mia
alto e dos altos falantes
em blocos de gelo a vós

Falam em temeperança
digo, de repente com um
frio no calendário próprio
marcados aos domingos

Boatos do movimento se
profanam em mesmo tom
de agonia e para mim ain
da empeno o verso lírico 

domingo, 15 de outubro de 2017

Ando tragando demais...
Há versos que escapam a sensação
do momento, são visuais
Eu tento dize-lo
Mas pelo fato do simples estar lírico
Não combina a rima,
e então vejo pontes do meu andar
amarrando maneiros em via dutra
contra-mão adulterada da sacada
de minha janela
Olho-me a brisa, barba, o bigode
Ainda não nasceu
Vou até o banheiro, me barbeio
e penso depois de muito tempo
Pontes amarrando Maneiros
Que Maneirnha mais exuberante
E repito comigo
E de novo
Logo me vem na cabeça que sou
Mineiro e por teimosia a rima me
escolhe, mas não engole-me o verso inteiro
No outro dia eu me barbeio de novo e corto o cabelo
Depois de uma longa conversa
- É 25,0
Eu sem saber o que dizer digo tudo bem e vou embora
E sigo o asfalto e paro na Bendita ponte
Amarrando pelos fios Maneirinhos