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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A espera de moldura 
Tua sábia ternura em
colaterais desejos, me
prove, a consonância 
de Ímpares, por acaso
Já que teu véu se fez
negro diante tudo e
por mais expressivas
linhas de sua silhue
ta em duetos singula
res, nós voamos até
um novo sol se abrir


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Boletim do tempo

Ela previa chuva,
contudo ninguém
acreditava
Um dia veio um temporal
ela previu
Ninguém deu bola
Foi um tempo ruim
Um longo período

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Um conto escrito durante um ano

Coincidentemente, eu fui a uma entrevista de emprego que me rendeu algumas horas de conversa com uma moça na sala, uma antiga amiga minha. Ela tentava a vaga de secretaria,eu a de gerente. Não deu certo pra mim.
Eu passei um ano, atoa eu duvidava que meu diploma me daria alguma trabalho.Bom, eu olhei um curso de minha área e fiz, era arriscado. O cerco do desemprego era tão grande na época que eu fiquei escrevendo por mais de nove meses sem notar e assistindo jornal e uma crise política ocorria junto a financeira.
- O economista falava pela tevê em um discurso caloroso sobre a economia
.A política eu não comentava.
Eu estava ansioso havia parado fumar, mas bebia café sem parar e tinha que me virar. E só havia uma luz no caminho. Aquele gosto de café velho na boca ficou marcado no dia que eu decidi ter de lidar com os homens de colarinho. Eu tinha letrado, eu sabia disso. Eu passei um ano aprendendo um vocabulário nada convencional.
Era minha morte, pois a política estava morta. Cutuquei a tela com um dedo!
E pra mim que já havia estado na área, só via papeis e burocracia. Foi nisso onde me meti.
Eu tinha que encarar que essa é a vida, era ocidental. Um gosto de café velho na boca e o fumo espantado pela escolha de não fumar. Força de vontade, meritocracia, tudo tem gosto de café dormido.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017




Havia aquele moço que ficava o tempo todo sentado no chão.Eu cruzava com ele quando saia do trabalho e ia até a casa de Cherry para batermos um papo.Eu saia cedo,com a alvorada lá distante e  ele já estava logo sentado como se meditasse ou fizesse um mantra e volta com o sol e minha face da e ainda á estava ele.
Descia mais um pouco e encontrava Cherry.Eu havia a conhecido em um pouco espaço de tempo.Tirei ela pra dançar em festa e de lá pra cá formos trocando palavras até eu parar  no portão dela .Cherry era estravagante um mais velha e não tinha filho.O que me fazia pensar duas vezes.
Nesse corre corre todo a gente fazia uma macarronada e ficava olhando e longe de sua de janela o movimento das pessoas.Atravessavam as ruas de sacolas com bolsas, às mulheres e os homens andavam em passadas largas enfervecentes e havia alguns acompanhado suas esposas e namoradas.
-Eu não gosto de sair de casa
-Muito menos eu, faço um sacrifico para vim até aqui.
-Quando está mais cheio é pior.Havia certos dias na semana, dias de pagamento dias de pagar a conta e os dias melhores para as compras.Nesses dias as vezes também precisava resolver meus problemas e então punha o pé pra fora de casa e como se me atirasse a uma corrente fria de uma cachoeira, depois que a gente sai é ótimo.Cheguei comentar isso com ela que também falou a mesma coisa.
A casa de Cherry era toda decorada com um toque Bauhaus e um vintge.Foi uma as melhores amizades que eu tive.
- Cherry porque eu te chamei assim quando fomos dançar.
E e ela estravagante com os dentes um pouco amarelos de fumar alguns cigarros.
Mais esse moço nesse movimento que disse continuava impenetravel como uma rocha desviando a correnteza da cachoeira.Ele não pedia esmola e na acredito que o que tinha em mente do porque fazia aquilo era revelado só a ele, talvez por Ele.
Eu nunca o entendi, entretanto as macarronadas com Cherry eram um ótimo jeito dei iniciar a noite. Eu chegava em casa tomava uma banho e dormia pensando nisso tudo.
-Se não bastasse ao homem uma cama para se deitar ,
-Contudo eu haveria de me debater sobre uma pedra


E dormia.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Como quem?
A casa da gente
É gentil em casa
Pra casar a gente
é gente de casa
Um outro dia eu
ia pelas casas e vi
um muro alto de
quando ainda eu
era menino e pen
sei esse muro de
fora tem a parede
mais alta que eu
já vi ,dura até hoje,
porém enquanto
duro no tempo ca
minha eu varrido
e no tempo mudo
em dia, finalmente

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Lolipop II .
Eu vinha de ônibus pra casa e no meio do caminho, dentro de um carro, um bebê tirou o bico pra fora da boca e ficou analisando e botou novamente.
-Eu cheguei a comentar com alguém, que dormia logo atrás de mim.
Ela ressonou e depois abriu a boca. É assim, onde a vida acontece e ainda tinha uns jornaizinhos com poesia e contos.
Bem, eu sempre lia alguns, eu achava interessante.
No meio do caminho o ônibus freou e com todo esse inferno, por Deus, você sabe o que eu digo. Eu não sei quem ficou mais constrangido, eu ou o pessoal do meu lado. E seguimos, só não me lembro se estava indo pra casa ou não. Às vezes, eu ficava, passava do ponto e continuava dando voltas na cidade de ônibus. Isso aconteceu umas duas vezes, das quais eu fiquei quatro horas sentado em cada viagem. Eu era um inexperiente, mas no meio disso tudo eu aprendi a não me perder lá fora.
Nesse dia especifico eu voltava pra casa descendo uma rua escura, estava de jaqueta preta bota, estava puto de onde vinha e no meio do caminho me surpreendeu que eu fazia esse caminho e nunca tinha sido assaltado. Dois anos, eu andava protegido e desimpedido contra tudo e pra andar assim desse jeito, no local , no qual eu andava, só podia ser burrice.
Bem sendo burro ou não, eu conheci muita gente dessa maneira, até bebi como quem se chega em um bar sem nada a querer. O que ficou na minha cabeça foi o slogan do ônibus, a dorminhoca no banco atrás de mim e o bebê, esse já sabia que estava sendo enganado.
-Eu nunca soube.
E por isso continuei sem saber como isso teria um fim, num desses lugares, à esquina da multidão. Pelo menos eu bebia na esquina,
- Naquela época
De fato e foi numa dessas que ela me pegou em cheio, na verdade eu escutei a gritaria. Uma briga de facão em pleno século XXI na minha frente – pelo menos não fosse Machado, hora. Eu passei reto com uma confiança retumbante coloquei a senha da entrada, entrei, fechei a porta com os dedos um pouco úmidos e subi a escada acima. Entrei com a chave na porta e peguei no sono rápido.

domingo, 12 de novembro de 2017

Quarentas se dizem bonitas

Eu estava longe de me acabar, havia vida lá fora, mas resolvi me fechar aqui dentro. Era preciso e sem essa de sair para gloria. O que elas me apresentavam depois dos 40 era o céu. Sadias, dentro de si estrelas. Nessa época eu não contava nada,
- eu nunca fui de contar, só algumas paqueras Fiquei de gaiato. Era com outras que eu aludia.
Lá estava eu me explicando,
-Em casa mesmo.
- Com minha mãe.
Ajudaria nas compras, nos afazeres.
-Estava feliz.
Daria tempo para malhar os braços as costas e até trincar
-Mas eu não queria!Então, montei uma bicicleta com capacete
-Não era meu tipo ou melhor, não fazia meu tipo.Mas usava mesmo assim.
Escrevi uma carta pra mim.
PS: quando me encontrar sem muita cultura, um pouco estouvado de um pouco malhar.
Pois era assim que eu me aparentava com 26 anos. Mas, em miniatura.
-E dava certo.
-Deu certo, eu encontrei e pesava 80 quilos agora
-Meio Pesado para o boxe, no entanto ,eu não era de esbanjar nem de muita fartura ou papo. Desse jeito, pra mim estava bom. Enfiei a carta numa garrafa e olhei meu armário, ainda não tinha livros suficientes. Mas, era preciso.
-Eu tinha responsabilidade.
Olhei no espelho.
-Mais alguns anos sem ninguém?
-Duvido!
-Vão te chamar de gay
-Eles já acham
- Então, não importa.
Eu vi um tiozinho com uma calça de couro dizendo que tinha a mente suja e
apostei comigo mesmo. Era preciso!.
-E quanto as aulas e o restante das coisa?
-Eu ia devagar.
O que era engraçado, pois eu sabia mexer com o coração de uma garota;
- Era uma impressão que eu tinha, antiga as de quarenta não.
-Diziam-se bonitas.E até lá, eu estaria escrevendo melhor.
Fiz o pacto. Esse comigo. Um cão ,sem galos ou pássaros.