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terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Better Good Jazz!
Inverno dodecafona
Doze tons e meio
Não é de briquedo
Eu subo com tombo
Na quina da mesa chumbada
E coloco os parafusos
Na panela cozido difícil

sábado, 13 de janeiro de 2018

A Moça de Querência

Ela estava precisando de um sociólogo e dizia sempre quando acordava,
-Eu não entendo a relação humana. e virava pro lado e dormia de novo. Eu disse a ela pra procurar um psicólogo, no entanto ela era pontual em dizer que era de um sociólogo que precisava.
-Não que o psicólogo não me atenda, mas o que eu busco é Bosco numa praça pública lotada de gente e sem confusão.
Há algum tempo tinham impedido o som nos bares e isso lhe partia o coração. Quanto a mim, bom eu a acompanhava quando queria cantar e dei baixa na conta outro dia em um bar porque ela não se sentia confortável
-Eu não tenho traumas, juro com os dedos que apontei na cara de uma que tentou me passar floral, contudo tomo todos.
-Eu nunca entendi isso!
-Eu preciso de um sociólogo, ele vai me orientar no meio multidões.Quanto a mim, disse a ela:
-Eu não tenho cultura nenhuma, não me subtrairia a soma, tampouco dividiria o resto. E virei com a barriga pra cima, em cima da cama.
Ela era ansiosa disse certo analista, contudo depois de anos ficou quietinha e congestionada, por isso mesmo buscava um sociólogo,
-Eles não atendem, fazem estudos
-Então eu me candidato a algum estudo. E lá foi ela entrar pra estatística
Na porta do seguinte Professor Doutor, renomado em relações em tribos de população menor que vinte mil habitantes ou até 2 habitantes por metro quadrado, ela disse:
-Doutor, eu vi fazer parte de sua pesquisa, andei sondando o seu estudo sobre espaço, som e dialogo e por não me encontrar mais em outro lugar, vim pedi uma solução para meu problema.
O Doutor muito atencioso, questionou sobre o interesse da então cobaia de estudo, como ela tinha descoberto sua pesquisa e porque não se sentia satisfeita.
Depois disso ele há levou em uma sala no local onde lecionava e disse que seu habitar natural era uma sala de aula. A menina surpreendida responde,
-Mas eu vou ter que passar a vida inteira estudando?
-Bem, no seu caso não há outra solução, das tribos que estudei todos tinha uma função para cada habitante.
-Mas eu não quero ser professora, eu vim até o senhor para me orientar sobre o meu mal estar.
O Doutor muito simpático disse,
-Entre no curso faça e forme e continue sua pesquisa, eu mesmo ando pesquisando os meus próprios alunos e com sua ajuda nos sintomas ficaria mais fácil conclui-la.
A moça volta pra casa deita na cama e encontra seu então parceiro de barriga pra cima, rola do seu lado, e vira pra cima também, de barriga.



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Manual feminista a homens

Repare as pernas
Corte seu cabelo
Vista-a em uma sai
a, corresponda se
puder e nunca as
diga eu vos amo

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Por que tu não crias uma Playliszt
Deslizando sem angulo o globo
Na tela, ela rema a donzela de
Rímel, nos olhos espetáculos de
Cor vinil em platina, o sucesso da
jovem guarda, mas não manja co
piando.
Descanso na escrita, um momento
Um minuto, sequer seja dois
Eu escapo da ala e caminho
me sugere folga,depois de martelar a manhã toda,
Subo as escadas até o café e lá está ela
Ao mesmo tempo, me joga em um presente real
Incompreendido por ser tão natural demais
Ela naturalmente me leva até a sala, eu bebo, despeso
E desço escada abaixo
Então, surpreendido pela realidade
Que,às vezes me assombra,eu escrevo esses versos
O expediente ainda não acabou
No entanto, o café
Realidade construída no gole suponho,
conquanto seja estéril o presente
por um milagre fecunda o momento
e paro de pensar à frente do que importa

sábado, 6 de janeiro de 2018

Carnavalia - pt 1
Em azul ardósia e em uma canção de vinho hora ela na esquina, corria em direção ao taxi mais próximo, com suas faixas em branco, a rua impedia que o veículo parasse, um antigo sedan bem cuidado. Ela perdeu mais um taxi e ficou esperando o próximo, enquanto isso,do outro lado da cidade:
- Estou atrasado! Ele vinha de boca de sino de carnaval em carnaval, com duas cores estampadas na camisa, uma antiga foto de Brigitte, no canto do asfalto caiado e mais a frente uma lixeira condecorada a patrimônio público. A cidade estava novinha em seus tons de brasilis, cadete e aérea .Nesse tempo, na estação:
-Finalmente, entrava ela em um bugre aspargo, foi o melhor que eu pude. Parece que tudo servia de transporte. Mas era para um amigo que ela tinha ligado. E ele até lá foi busca-la.
A cidade estava cheia e logo que saíram do miolo, ela pode ver as cores, primeiro olhou para as ruas e deu de encontro aérea, suspendida pelo bugre aspargo, logo em seguida cruzando o sinal da travessa, uma multidão de cabelos e camisas e o jeans de sempre. As faixadas das construções em tons à tinta, por sua vez uma delas se destacou:
- e veio cá na frente da minha visão, ilumidado de creme, meu cabelo balaçanva naquilo, o bugre!
Quanto ao prédio, o passamos e eu procurava minha Marshmallow na bolsa.Enquanto isso, ele avistou de longe o bugre e ergueu os braços:
- Olhe lá o Josué, disse Felícia.
O bugre saiu da travessia e pegou uma rotatória no meio a grama parda acabara de ser cortada. Com uma estátua no centro com alguma frase escrita sobre sobe e descer.
-Bom, finalmente nos encontramos!
-Eu ia até a estação. Felícia ficou olhando a camisa com a Brigitte estampada.
-Te pegamos no meio do caminho, disse Alencar
Ele entrou com a boca de sino que agarrou no bugre. Sentou no banco de trás, enquanto isso Alencar ia fazendo Felícia sorrir.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Who took the Cavaquinho

Verdes, em febril cons-
tância, balança a batida
A ponte que me soa, há
Haydn, não comporta a
mais ninguém e porém
ela ainda balança a bati
da em um copo na mão