sexta-feira, 22 de junho de 2018

Se me toca fer
rugem nos pas
ses, envolta ri
beira, carrego
os compassos
pelos campos
Soergo-me de
ego sobre, em
briagado de gra
ça numa esquina
qualquer. Há e
entre um passo
de Bukowski, e
há cada esquina
as casas correm
atrás de minha
sombra do anjo

domingo, 10 de junho de 2018

Uma pausa por
protesto de van-
guarda coerente
retiro, aproximo
e sou indulgente
Uma pausa por
gente que refiro
assim tão seca-
mente,Eu enxu
go os pratos fre
quentemente, no
entanto não é o
bastante a pausa

sábado, 19 de maio de 2018

Urbano

Ela vai à toa
entre sinais
de transito e,
calçadas lumi
nosas de pla
cas caídas dos
alambrados ja-
notas de segu
rança. Por en
tre o breu do
transito as cal
çadas comem
a drenagem e
sinais de faixa
atravessa a ru-
a indo até a cal
çada, a toa em
uma linda cida
de que é, corroí
da pelo trafego


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Almejo a faixada
Alugada com pés
nas calçadas e re-
vejo - as em cima
das rodas que me
cobrem por cima
dos laços andaimes  


domingo, 13 de maio de 2018

2º movimento intermitente

Um cão na grama
caminha os carros,
no asfalto, em fila
indiana, vai a formi
ga no grama, no as
falto, em fila, o cão



A resposta está dentro
do quarto, como anéis
em veludo mudo o som
do disco, antigo. Guarda
do no escuro de uma es
quina das paredes, o vão


A resposta está dentro
do quarto, como anéis
em veludo mudo o som
do disco, antigo. Guarda
do no escuro de uma es
quina das paredes, o vão
Tortas, segundo o dicio
nário em canários o som
que me sobra amiúde o
quarto, responde o vácu
o da altitude onde a lam
pada acesa cessa o quar
to no escuro das paredes   


sábado, 5 de maio de 2018

Tenho muito prazer em compartilhar, um pouco do que escrevo.Mesmo que com o tempo um pouco apressado.No entanto, com uma porção de livros para ler das antigas escolas que me tenho e guardo muito respeito.Há muita coisa que preciso ler e pretendo publicar o final de Ocarabodó, assim que poder.

Att,

Pagiet

terça-feira, 1 de maio de 2018


Aclamado quarto
Um quarto de so
lidão com trabalho
árduo em cima de
meu pequeno col
chão de vento em
cima de uns tacos


Ocarabodó - História Fictícia

Eu acordei dentro de uma choupana certa vez, não sei como tramei a saída, no entanto conto isso até hoje como se fosse vívido agora. Bem, a história não começa de cara em uma cabana e preso, cercado por assim dizer. Antes disso...
Aqui bem na minha cidade, tranquila, por sinal, às vezes, calma demais. Eu andava. Via o movimento dos mercados, das pessoas dos carros a prosseguir nas ruas, uma cidade pequena no meio de uma redondeza fechada. Alguns amigos, seguia eu de mãos dadas desde pequeno, conhecendo tudo ao redor.
Com o passar do tempo a cidade foi crescendo e mais pessoas foram chegando. Aqui um detalhe interessante, ela desapareceu do mapa depois do fato que será narrado, e eu só fui descobrir quando saí da choupana, a qual me referi logo no início da história. Não por motivos que se venha a comentar, mas de boca a boca cada um foi sumindo devagar, bem devagar. Os que sobraram pegaram suas coisas e foram embora
Há alguns anos, quando a cidade ainda era um projeto mandaram construir uma lagoa em um pântano. As duras penas foram os trabalhadores limpar o local de água barrenta, um lamaçal terrível e muitas plantas. No decorrer dessa construção alguns trabalhadores sumiram inexplicavelmente, por assim dizer. Os mais incrédulos diziam que pela profundidade do pântano, os trabalhadores se afogaram. No entanto os trabalhadores que trabalharam lado a lado apenas viam seus colegas de trabalho sendo sugados de repente.
A cidade cresceu com essa lenda urbana e a lagoa que servia de cartão postal da cidade com o tempo foi perdendo seu encanto e a cidade foi tomando outros rumos. O que fez com que a lagoa se tornasse mais sombria e lendária.
Depois de décadas rejeitada, foi decido atola-la para se passar uma linha de trem que ajudaria a cidade crescer economicamente, dando emprego a vários moradores e gerando lucro a mando do investidor.
Novamente, a lenda da lagoa sobressaltou sobre os moradores e houve quem não quisesse trabalhar no local. Um detalhe interessante, resgatado na memória dos antigos moradores é que, na época em que os trabalhadores sumiram na limpeza do pântano, alguns moradores foram embora pelo motivo de que além dos trabalhadores sumidos, coisas estranhas estavam acontecendo na cidade. Houvia-se de tudo quanto é gritos a noite e suspiros em quartos de casais. E foi o filho de um desses quartos de casais que resolveu voltar para cidade quando ficou sabendo que voltariam a mexer na lagoa.
Ludovico ainda era criança quando seus pais recolheram tudo o que tinham e quitaram suas dívidas e se mudaram. Foi encaminhado a igreja, onde formou-se em teologia e frequentou o seminário se tornando padre. Assumiu uma paróquia pequena, na cidade onde morava e ficou dez anos, pregando em duas paróquias de sua pequena cidade. Quando ouviu os rumores, resolveu voltar, pedindo transferência para sua terra natal.
E de então, de cá pra lá iam transformando o pântano em uma imensa crosta de barro com estruturas de concreto bem fundas. E a mando da então empreiteira vasculharam os corpos os antigos moradores. Esse detalhe foi sugerido em uma reunião, acordada entre os membros da paroquia e o poder público. Antigos parentes queriam os corpos até hoje não encontrados para serem devidamente enviados para os céus. Esse detalhe foi sugerido por mim, Ludovico que com o passar do tempo me envolvi de tal maneira com aquele pântano que me absteve várias tarefas primárias em cuja paróquia em me estabeleci.
A estação de inverno complicou um pouco a obra, um inverno de abril, castigou o tempo, estava seco e não chovia, no entanto os antigos relatos de suspiros começaram a fazer alvoroço na cidade. Sendo que minha pratica até então, comum a minhas tarefas se transformou em visitações diárias de relatos de quartos com suspiros por fora das paredes das casas arranhões extremamente incomuns.
Me propus a tomar nota e a partir disso, diariamente, ia pelas casas escutando relato após relato e anotei cada detalhe. A complicação da obra começou no início do inverno. Acharam um corpo, que foi identificado apesar de muito mau acabado para se ter certeza. A família reclamou a extrema unção e o corpo foi enterrado em um domingo extremamente chuvoso, de caixão fechado.
Isso pôs mais fogo onde se queimava fácil os boatos. Para os incrédulos aquele era o sinal de que estavam todos lá. Porém, para outros, ou mesmo quem conhecia os membros da família não se deixaram levar por isso.
-Só temos um corpo!
-O restante dos trabalhadores ainda estão desaparecidos!
Um dia depois do enterro, fui até a casa os familiares para conhecer um pouco mais da história. Segundo, contaram os parentes, o corpo que foi encontrado não era de um trabalhador do local da época.  ainda afirmaram que seu sumiço foi dado antes das obras iniciarem. Sendo, o sumiço em massa e remota saída dos moradores dada após a limpeza do pântano.
Serafin, me contaram, adorava desbravar a mata por essa redondeza eu um sobrinho de meu falecido avô. Alguns membros da família os mais velhos diziam que ele tinha saído da cidade e logo em seguida os sumiços começaram. Aquilo ficou tão intenso na nossa cabeça e por ser o primeiro, que diziam que Serafim fora o primeiro, ou então sabia de algo e logo deixou a cidade. Tendo sido encontrado o corpo dele dentro do pântano, aviso ou não. Nunca vamos saber da sua verdade, se ele realmente sabia de algo e foi direto ao pântano.
Naquela tarde que passei com a família, uma segunda com meus afazeres atrasados em respeito ao finado.
Com o passar dos dias que me confinei aos estudos para dar atenção ao recente ocorrido, me atei as memorias o passado. Lembro de quando ainda menino, em algumas ocasiões íamos pela pequena trilha de manguezais que pelo chão um musgo se formavam até a chegada do lago.
-Retido novamente nesses livros, perguntou.
-Sim, e possivelmente descubro o que é.
Um silêncio na sala projetava a luminosidade da janela que em feixes de luz era cortada por uma cortina velha até chegar em meus livros. Divaguei um pouco nas páginas de cada um dos livros que estudei quando ainda não sabia o que fazer.
Vez ou outra saia para tomar um ar, e voltava a pequena sala de estudos. Havia um velha estante com alguns livros e como já falei, fui tomando nota e colocando os assuntos relatados junto os livros passou uma semana ou mais, talvez um mês e nesse período os livros já me aborreciam, então resolvi voltar a antiga trilha e manguezais e refrescar a memória...
Ainda me lembro, do dia em que os meus pais tiraram tudo de casa e nos mudamos para uma cidade, cuja paroquia me recebeu e me encaminharam mais tarde para o seminário. O período que fiquei na cidade, foi solidificado na minha memória. Às vezes, andava de mãos dadas por ai com um de meus pais para fazer compras, o habitual de toda cidade pequena. No entanto, o alvoroço começou quando colocaram a lagoa em uma grande obra. Diziam todos que aquilo nos faria bem, e seria ótimo para a cidade. Contudo, onde cá estou e pelos relatos que narrei e colhi, a cidade estava se tornando o centro de horrores.  

Entrei na linha na segunda trilha, fila os arbustos que dariam até as frondosa árvore antigas, que antigamente fazia o verão um enorme festa em comemoração. Assim como o lago era motivo de orgulho para nossos moradores, fazia-se também comemorações o solstício de verão, quando eram recolhidas muitas mangas aos pés dos musgos e levadas ao centro da cidade. Havia apresentações dos artistas locais regado a muitas comemorações.
- Uma fartura!
Quando retornei do seminário após os dez anos envolvido em outra cidade como pároco, notei que o festival tinha sumido. Comentei com os moradores do motivo do sumiço, me disseram tinham abandonado a festividade do solstício, uma tradição antiga herdada dos primeiros moradores da cidade.
- Achamos que aquilo estava mexendo com o que nos assustava!
E por sinal, a cidade agora estava silenciosa de rumores, há quem quisesse cortar os pés de manga e indagado sobre o assunto, prontifiquei-me em dizer que aquilo faria um mal a nossa bela cidade.
As notícias não paravam e chegar a respeito de mais sussurros em residências. A obra não parava, e depois de muito pensar sobre o que diziam me atei ao fato de Serafin, o primeiro caso e sumiço da região.



Continua...




sexta-feira, 27 de abril de 2018

Contra parede
tu me jogas na
beirada d'uma
sarjeta. Eu me
viro em seu pa
pel, tu te viras 
em um lençol

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Quando o cansaço
bate à porta, frente
em codinome de stress
frente ao tempo de
espera e gera impa
ciência dê um gole
a um beija flor que
a muito tempo não
me visita, pois sinta

domingo, 15 de abril de 2018

Hoje eu estava revendo algumas canções do rock'n roll que fizeram sucesso em um momento da minha vida e parei para analisar The Strokes. A música Last  Nite, com sua batida de guitarras estonteante e ao mesmo tempo com um ritmo cadenciado tem uma ótima performance tanto, ao vivo como a versão de estúdio.
A letra em questão é característica de mais uma pérola que o inglês nos oferece em canções do rock'n roll .O link pode ser encontrado no youtube e segue bem aqui



Se me toca fer rugem nos pas ses, envolta ri beira, carrego os compassos pelos campos Soergo-me de ego sobre, em bri agado d...